No dia 11 de junho, na sede do MTG em Porto Alegre, será realizado o Curso de Formação Tradicionalista direcionado a quem exerce ou deseja exercer cargos dentro da patronagem das entidades. Verificamos a extrema urgência de realizar esse curso devido a falta de preparo de líderes.
O Curso aborda os temas:
- História do Rio Grande Do sul
- História do Tradicionalismo Gaúcho
- Objetivos do MTG
- Carta de Princípios
- Tese: O Sentido e o valor do tradicionalismo
- Gestão de pessoas
- Protocolo
- Condução de eventos
terça-feira, 10 de maio de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Eu já...
Já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto, já conversei com o espelho, e até já brinquei de ser bruxa.
Já quis ser astronauta, violonista, mágica, veterinária e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés pra fora.
Já passei trote por telefone.
Já tomei banho de chuva e acabei me viciando.
Já roubei beijo. Já confundi Sentimentos.
Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de brigadeiro, já me cortei no pedal da bicicleta.
Já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, mas descobri que essas são as mais difíceis de se esquecer.
Já subi escondida no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí da escada de bunda.
Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentada no chão do banheiro, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinha no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi por-do-sol cor-de-rosa e alaranjado, jé me joguei na piscina sem vontade de voltar, já bebi vodka até sentir dormentes os meus lábios, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervoso, já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalça na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já deitei na grama de madrugada e vi a Lua virar Sol, Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão.
Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção, guardados num baú, chamado coração.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Inauguração do Museu e Biblioteca do CTG
Buenas!
Viemos convidar tu e tua família para a inauguração da Biblioteca e do Museu Tradicionalista do CTG Raul Silveira. O feito ocorrerá no dia 17 de abril deste ano, às 15h na sede social.
Após a cerimônia inaugurau teremos visitação ao museu e biblioteca, apresentações artísticas e um macanudo café campeiro.
Vem festejar com a gente!
Viemos convidar tu e tua família para a inauguração da Biblioteca e do Museu Tradicionalista do CTG Raul Silveira. O feito ocorrerá no dia 17 de abril deste ano, às 15h na sede social.
Após a cerimônia inaugurau teremos visitação ao museu e biblioteca, apresentações artísticas e um macanudo café campeiro.
Vem festejar com a gente!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Blogs
Oi gente!
Vim aqui divulgar dois blogs que para mim são muito importantes!
O da 21ª Região Tradicionalista:
http://regiaotradicionalista21.blogspot.com/
O do CTG Raul Silveira:
http://ctgraulsilveira.blogspot.com/
Sigam os blogs (pode ser com a conta do orkut mesmo) e acessem regularmente. Sempre tem algo interessante por lá!
beijomeliga :*
Vim aqui divulgar dois blogs que para mim são muito importantes!
O da 21ª Região Tradicionalista:
http://regiaotradicionalista21.blogspot.com/
O do CTG Raul Silveira:
http://ctgraulsilveira.blogspot.com/
Sigam os blogs (pode ser com a conta do orkut mesmo) e acessem regularmente. Sempre tem algo interessante por lá!
beijomeliga :*
domingo, 3 de abril de 2011
Descomplicando
O" que fazer para evitar os indesejáveis mal-entendidos e melhorar as possibilidades de encontrar um amor? Minha sugestão é muito simples: evite “indiretas”, seja claro(a) e explícito(a)! Se você se interessou pelo perfil, declare seu interesse. Se gostou do encontro, diga que gostou. Se está com vontade de ligar, ligue. Não espere que ele(a) perceba o que você está pensando ou sentindo sem que você diga. Não tenha medo de se manifestar. Descomplique as coisas, pois é da simplicidade que vem o que há de mais valioso: o amor.
'Descomplicar as coisas é a maneira mais fácil de fazê-las acontecerem' (Autor desconhecido)."
Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga
http://msnencontros.parperfeito.com.br//Artigos/opshow/articleid828/p-1/f-1/n-1/?orig=1468&id=472910&ppBanner=1
'Descomplicar as coisas é a maneira mais fácil de fazê-las acontecerem' (Autor desconhecido)."
Dra. Mariana Santiago de Matos
Psicóloga
http://msnencontros.parperfeito.com.br//Artigos/opshow/articleid828/p-1/f-1/n-1/?orig=1468&id=472910&ppBanner=1
segunda-feira, 21 de março de 2011
Vídeo Oficial da Hora do Planeta 2011
Participe você também da Hora do Planeta! Sábado, dia 26 de março, das 20h30 às 21h30. Apague as luzes para ver um mundo melhor. Hora do Planeta 2011.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O que quer uma mulher?
Uma mulher quer que lhe telefonem de surpresa e lhe digam coisas que a façam ficar sem palavras. Uma mulher quer deixar um homem maluco. E ter, ela mesma, odireito de enlouquecer.Uma mulher quer aprender a ser mais egoista. Quer, ao menos uma vez na vida, pensar só nela e em mais ninguém.
Uma mulher quer inspirar um poema. Quer ser musa. Martha Medeiros
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Guerra dos Farrapos - Anita Garibaldi é presa e foge
Foi quando ouviram o tropel.
Aproximava-se ritmado e era um cavalo só. Todos estenderam o olhar para a direção do ruido. E então, para pasmo das sentinelas, fantasmagórico garanhão branco invadiu o acampamento cavalgado em pêlo pela mulher de longos cabelos negros, a mulher com blusa vermelha em tiras, a mulher com os grandes olhos escuros despejando alegria.
-É Anita!
O grito ecoou pelo acampamento. garibaldi saiu da tenda e viu Anita sobre o cavalo branco, cercada pelos soldados que a aclamavam, mais formosa do que nunca, juvenil e selvagem (tinha 18 anos). Os primeiros flocos de neve começaram a cair.
Os Varões Assinalados - Tabajara Ruas
Aproximava-se ritmado e era um cavalo só. Todos estenderam o olhar para a direção do ruido. E então, para pasmo das sentinelas, fantasmagórico garanhão branco invadiu o acampamento cavalgado em pêlo pela mulher de longos cabelos negros, a mulher com blusa vermelha em tiras, a mulher com os grandes olhos escuros despejando alegria.
-É Anita!
O grito ecoou pelo acampamento. garibaldi saiu da tenda e viu Anita sobre o cavalo branco, cercada pelos soldados que a aclamavam, mais formosa do que nunca, juvenil e selvagem (tinha 18 anos). Os primeiros flocos de neve começaram a cair.
Os Varões Assinalados - Tabajara Ruas
Guerra dos Farrapos - Teixeira Nunes
Acostumara-se com o lombo do cavalo. Os abundantes poetas revoluciónarios exorbitavam em comparar os farroupilhas com centauros. Os grandes peitos musculosos, o corpo gracioso e longo, as pernas poderosas. Era um centauro - nos sonhos da infãncia fugia do touro que o perceguia em canguçu. Agora, enfrentava o touro com seu corpo mitológico e poderoso - o mais belo dos animais e o mais valente.
Os Varões Assinalados - Tabajara Ruas
Os Varões Assinalados - Tabajara Ruas
Guerra dos Farrapos - Travessia dos Lanchões por terra
- Amanhã é o dia 05 de julho de 1839 - disse com grave ironia, como era seu costume. - Tomem nota disso.
- Por que, amigo eduardo? - Perguntou Quincas.
- No século 15, mestre carpinteiro, o sultão Mohamed II transportou seus barcos de Corégia ao Bósforo, numa extensão de 10 milhas. Acham esse feito imortal. Amanhã cedo, amigo Quincas, nós vamos iniciar o transporte de dois barcos por terra num percurso de 50 milhas! Amanhã começa uma aventura sem igual na História.
Os Varões Assinalados - Tabajara Ruas
- Por que, amigo eduardo? - Perguntou Quincas.
- No século 15, mestre carpinteiro, o sultão Mohamed II transportou seus barcos de Corégia ao Bósforo, numa extensão de 10 milhas. Acham esse feito imortal. Amanhã cedo, amigo Quincas, nós vamos iniciar o transporte de dois barcos por terra num percurso de 50 milhas! Amanhã começa uma aventura sem igual na História.
Os Varões Assinalados - Tabajara Ruas
Guerra dos Farrapos - Tomada de Laguna
Na baía estavam ancoradas sete naves de guerra. A bordo das canhomeiras Itaparica e Lagunense, os vigias viram a longa coluna de homens montados tomando posição nas praias do sul da baía. A coluna era a Brigada dos Lanceiros Negros de teixeira. Abriram fogo. A Brigada estacou. Surgiram infantes e começaram a instalar bocas de fogo na areia. A batalha dos canhões teve início. Foi então que os oficiais do itaparica e do Lagunense tiveram uma surpresa: um barco com a bandeira tricolor da República Rio-grandense avançava pelas águas da baía.
Os oficiais alvoroçaram-se, assentam os binóculos, interrogam-se. Que barco é esse? Como pode entrar na baía se a barra está vigiada?
O barco avança para eles, velas infladas. Os oficias estão pasmos: haverá outros barcos? Como ousa atacá-los dessa maneira? Os marinheiros persignam-se: bem lhes avisavam que os farrapos têm pacto com o demônio.
(...)
Griggs está entusiasmado: a sorte começa a mudar. Na foz, vê o Lagunense, iluminado pela lua.
- Preparar para a abordagem!
Os marujos do Seival apertam-se contra a amurada. Têm as armas engatilhadas. Alguns carregam punhais presos aos dentes, outros empunham machadinhas. O Seival está a poucos metros do Lagunense. Então, para sua surpresa, vê a marujada imperial saltando para a água. Os que ficam erguem os braços, mostrando que se rendem.
Griggs toma posse do Lagunense.
Os primeiros raios do sol iluminam no mastro do Lagunense a bandeira tricolor dos Farrapos.
Os Varões Assinalados - Tabajara ruas
Os oficiais alvoroçaram-se, assentam os binóculos, interrogam-se. Que barco é esse? Como pode entrar na baía se a barra está vigiada?
O barco avança para eles, velas infladas. Os oficias estão pasmos: haverá outros barcos? Como ousa atacá-los dessa maneira? Os marinheiros persignam-se: bem lhes avisavam que os farrapos têm pacto com o demônio.
(...)
Griggs está entusiasmado: a sorte começa a mudar. Na foz, vê o Lagunense, iluminado pela lua.
- Preparar para a abordagem!
Os marujos do Seival apertam-se contra a amurada. Têm as armas engatilhadas. Alguns carregam punhais presos aos dentes, outros empunham machadinhas. O Seival está a poucos metros do Lagunense. Então, para sua surpresa, vê a marujada imperial saltando para a água. Os que ficam erguem os braços, mostrando que se rendem.
Griggs toma posse do Lagunense.
Os primeiros raios do sol iluminam no mastro do Lagunense a bandeira tricolor dos Farrapos.
Os Varões Assinalados - Tabajara ruas
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Marquinho Brasil
Oi pessoas! dando uma atualizadinha por ake! ;D
Dia 30 (amanhã) vai ter o show de lançamento do CD "Com as Próprias Mãos", do Marquinho Brasil (ele é Mestre de Capoeira *-*). As músicas são ótimas! Principalmente a música que dá título ao CD.
Vai ser no Cine Teatro, a partir das 20h e 30 min. Vale a pena!
Pra quem queiser ver, taí o vídeo da apresentação dele no Natal Serra do Sul:
Era isso! beijomeliga ;*
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Blog do Rafael Sobis
DOR E LÁGRIMAS
Estou sofrendo com tudo que aconteceu. Estou sem palavras para definir essa grande tristeza que sinto. Passei a noite em claro, sem conseguir dormir, buscando explicação… A torcida foi maravilhosa. Foi uma invasão em Abu Dhabi, algo lindo de se ver. Mas não conseguimos cumprir nosso objetivo, de conquistar o bicampeonato Mundial.
Não me sai da cabeça todo o filme da noite de ontem… Hoje, tivemos um trabalho pela manhã e não aguentei… O treino acabou, sentei numa cadeira antes de voltar para meu quarto. Um colorado apareceu, deu apoio, disse palavras de incentivo e não segurei as lágrimas… chorei. Chorei muitas vezes desde ontem… de dor, de sofrimento, de frustração. Nós, colorados, estamos acostumados com vitórias. Dói perder…
Minha segunda pele, essa camisa que tanto ganhou, me faz sentir isso. Machuca demais esse momento… Resta agradecer a todos os colorados. Agora é momento de nos abraçarmos, como nas grandes vitórias, como sempre foram os colorados.
Colorados, passamos por um dia onde nada deu certo para nós, mas não podemos achar culpados. Todos se empenharam ao máximo e não dá para responsabilizar ninguém pelo que aconteceu ontem. Todos que vieram para Abu Dhabi são guerreiros.
Muito obrigado pela força, pois o só uma torcida desse tamanho se mobiliza dessa forma. E essa torcida, a família, os amigos, que me dão a motivação para erguer a cabeça e continuar, seguir em frente, para buscar mais. E vamos buscar e conquistar mais!
Foto: Jefferson Botega
http://wp.clicrbs.com.br/blogdosobis
Estou sofrendo com tudo que aconteceu. Estou sem palavras para definir essa grande tristeza que sinto. Passei a noite em claro, sem conseguir dormir, buscando explicação… A torcida foi maravilhosa. Foi uma invasão em Abu Dhabi, algo lindo de se ver. Mas não conseguimos cumprir nosso objetivo, de conquistar o bicampeonato Mundial.
Não me sai da cabeça todo o filme da noite de ontem… Hoje, tivemos um trabalho pela manhã e não aguentei… O treino acabou, sentei numa cadeira antes de voltar para meu quarto. Um colorado apareceu, deu apoio, disse palavras de incentivo e não segurei as lágrimas… chorei. Chorei muitas vezes desde ontem… de dor, de sofrimento, de frustração. Nós, colorados, estamos acostumados com vitórias. Dói perder…
Minha segunda pele, essa camisa que tanto ganhou, me faz sentir isso. Machuca demais esse momento… Resta agradecer a todos os colorados. Agora é momento de nos abraçarmos, como nas grandes vitórias, como sempre foram os colorados.
Colorados, passamos por um dia onde nada deu certo para nós, mas não podemos achar culpados. Todos se empenharam ao máximo e não dá para responsabilizar ninguém pelo que aconteceu ontem. Todos que vieram para Abu Dhabi são guerreiros.
Muito obrigado pela força, pois o só uma torcida desse tamanho se mobiliza dessa forma. E essa torcida, a família, os amigos, que me dão a motivação para erguer a cabeça e continuar, seguir em frente, para buscar mais. E vamos buscar e conquistar mais!
Foto: Jefferson Botega
http://wp.clicrbs.com.br/blogdosobis
Blog do Potter em Abu Dhabi
A INESQUECÍVEL DERROTA
Caminhei atônito pelas ruas de Abu Dhabi. Cidade em construção, pomposa, de estrangeiros. Perdido, chutando pedras, tentando verter algo, alguma explicação para a maior derrota de um clube em competições intercontinentais da história. O Mazembe, da República Democrática do Congo, venceu o Internacional por 2 a 0. Justamente no dia da maior invasão de uma torcida em competições entre continentes.
Colorados deixaram as lágrimas rolar no Mohhamad bin Zayed Stadium. Foram mais de 5 mil. Foram bravos. Mas viram e sentiram o cheiro da “derrota inesquecível”. Torcedores me perguntam: “mas por que, potter? Por que tu relembrou aqui neste espaço, por esses dias, das maiores derrocadas de nossa história?”. Simples: porque todo clube grande de futebol do mundo as tem. E os maiores são aqueles que aprendem em meio à tristeza. Na dor, no choro, no silêncio sepulcral que um revés no futebol pode causar.
Agora, temos o nosso maior. Aquele do Olímpia no Beira-Rio foi ultrapassado. Um time do continente mais esquecido e alegre nos causou o lamentável. Salto alto? Não. Mazembe. Esta é a razão. Ganhou o eficiente. O que acertou dois belos arremates. O que marcou melhor. O sereno franco atirador. Mas o tamanho disso tudo ainda será amargo por anos. Lembro de perguntar, lá nos anos 90, ao meu pai: “Por que sofremos assim?”. “Pra levantar depois, filho. Olha esse jogo futebol. Ele é a metáfora da vida. Tu vais cair. E vais levantar. E vai ganhar. E vai se exibir, virar bobalhão e cair de novo e assim seguirá. O futebol é a vida, Luciano… a vida”.
Eu baixava a cabeça e chorava. Mas vi, anos depois que seu Luis Nei tinha razão. Temos ganhado muito, tudo. Hoje, dezembro de 2010, dá vontade de zarpar do mundo. De sumir. Amanhã, tem Gauchão, Libertadores, Recopa, Brasileirão e quem sabe… bueno, deixa o caminho mostrar. Por agora é saborear o fiasco. O maior de todos. O equivalente a ser eliminado na primeira fase da Copa FGF. Tipo um rebaixamento. Tipo decidir um terceiro lugar num Mundial.
Lambemos as feridas. Elas precisam fechar. Mas que esse amargo ensine. Que a dor se espalhe. No futebol, vitórias são posteriores às derrotas. Às derrotas inesquecíveis.
Caminhei atônito pelas ruas de Abu Dhabi. Cidade em construção, pomposa, de estrangeiros. Perdido, chutando pedras, tentando verter algo, alguma explicação para a maior derrota de um clube em competições intercontinentais da história. O Mazembe, da República Democrática do Congo, venceu o Internacional por 2 a 0. Justamente no dia da maior invasão de uma torcida em competições entre continentes.
Colorados deixaram as lágrimas rolar no Mohhamad bin Zayed Stadium. Foram mais de 5 mil. Foram bravos. Mas viram e sentiram o cheiro da “derrota inesquecível”. Torcedores me perguntam: “mas por que, potter? Por que tu relembrou aqui neste espaço, por esses dias, das maiores derrocadas de nossa história?”. Simples: porque todo clube grande de futebol do mundo as tem. E os maiores são aqueles que aprendem em meio à tristeza. Na dor, no choro, no silêncio sepulcral que um revés no futebol pode causar.
Agora, temos o nosso maior. Aquele do Olímpia no Beira-Rio foi ultrapassado. Um time do continente mais esquecido e alegre nos causou o lamentável. Salto alto? Não. Mazembe. Esta é a razão. Ganhou o eficiente. O que acertou dois belos arremates. O que marcou melhor. O sereno franco atirador. Mas o tamanho disso tudo ainda será amargo por anos. Lembro de perguntar, lá nos anos 90, ao meu pai: “Por que sofremos assim?”. “Pra levantar depois, filho. Olha esse jogo futebol. Ele é a metáfora da vida. Tu vais cair. E vais levantar. E vai ganhar. E vai se exibir, virar bobalhão e cair de novo e assim seguirá. O futebol é a vida, Luciano… a vida”.
Eu baixava a cabeça e chorava. Mas vi, anos depois que seu Luis Nei tinha razão. Temos ganhado muito, tudo. Hoje, dezembro de 2010, dá vontade de zarpar do mundo. De sumir. Amanhã, tem Gauchão, Libertadores, Recopa, Brasileirão e quem sabe… bueno, deixa o caminho mostrar. Por agora é saborear o fiasco. O maior de todos. O equivalente a ser eliminado na primeira fase da Copa FGF. Tipo um rebaixamento. Tipo decidir um terceiro lugar num Mundial.
Lambemos as feridas. Elas precisam fechar. Mas que esse amargo ensine. Que a dor se espalhe. No futebol, vitórias são posteriores às derrotas. Às derrotas inesquecíveis.
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