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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

Ela quase deixou de acreditar que seria possível ter vontade de se envolver novamente. Foram tantas dores, finais, recomeços e frustrações que pensou em seguir sozinha para não mais se machucar. Então percebeu que a vida de solteira já não está fazendo tanto sentido. Decidiu que quer um amor verdadeiro… que pode nem ser eterno, mas que possa acordá-la com um abraço que fará o seu dia feliz, quer um homem que ela possa cuidar e amar sem receios de que está sendo enganada. Quer a alegria dos finais de semana juntinhos, as expectativas dos planos construídos, o grito de “gol” estremecendo a casa quando o time dele estiver ganhando… a cumplicidade em dividir os segredos.
Quer observá-lo sem camisa, lendo o jornal na varanda… quer reclamar da bagunça no banheiro, rindo e gritando quando ele revidar puxando-a para o chuveiro, completamente vestida.
Quer a certeza de abrir a porta de casa e saber que mesmo ele não estando, chegará a qualquer momento trazendo o brigadeiro da doceria que ela gosta tanto. Quer beijar, cheirar, morder, beliscar e apertar para ter certeza que a felicidade está ali mesmo… materializada nele.
Quer provar que pode fazer esse homem feliz!

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Arnaldo Jabor sobre o RS:



Pois é. O Brasil tem milhões de brasileiros que gastam sua energia distribuindo ressentimentos passivos. Olham o escândalo na televisão e exclamam ‘que horror’. Sabem do roubo do político e falam ‘que vergonha’. Vêem a fila de aposentados ao sol e comentam ‘que absurdo’. Assistem a uma quase pornografia no programa dominical de televisão e dizem ‘que baixaria’. Assustam-se com os ataques dos criminosos e choram ‘que medo’. E pronto!
 Pois acho que precisamos de uma transição ‘neste país’. Do ressentimento passivo à participação ativa. 
Pois recentemente estive em Porto Alegre,onde pude apreciar atitudes com as quais não estou acostumado, paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de todos, não é de ninguém. No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do Sindirádio, uma surpresa. Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino? Começa a tocar e, para minha surpresa,todo mundo cantando a letra! ‘Como a aurora precursora do farol da divindade, foi o vinte de setembro o precursor da liberdade’. Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem. E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba, mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um espírito decomunidade ao qual eu, paulista,não estou acostumado. Desde que saí de Bauru,nos anos setenta, não sei mais o que é ‘comunidade’. 
Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois é… Foi então que me deu um estalo. Sabe como é que os ‘ressentimentos passivos’ se transformarão em participação ativa? De onde virá o grito de ‘basta’ contra os escândalos, a corrupção e o deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é que não será. Esse grito exige consciência coletiva,algo que há muito não existe em São Paulo. Os paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não têm mais interesse por sair às ruas contra a corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados,sem personalidade, sem cultura própria, sem ‘liga’. Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até compreensível numa cidade com 12 milhões de habitantes. Penso que o grito – se vier – só poderá partir das comunidades que ainda têm essa ‘liga’. A mesma que eu vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em suas raízes a indignação que não se encontra mais em São Paulo. Que venham, pois. Com orgulho me juntarei a eles. De minha parte, eu acrescentaria, ainda: ‘…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…’

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ronda do CTG


CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS RAUL SILVEIRA

Prezados Tradicionalistas:
Convidamos par a nossa Ronda Crioula, a realizar-se no dia 15 de setembro de 2011, no Ginásio de Esportes Waldemar Bosembecker, com a seguinte programação:

8h: Condução da Chama da Brigada Militar até o local da Ronda
10h: Atividades Artísticas e Culturais
         Palestra: Revolução Farroupilha

12h: Almoço
14h: Tarde Cultural com a participação de escolas convidadas
19h: Abertura oficial
Início do XXIX Pealo da Música e Poesia Nativista, com apresentações de cantores, declamadores, invernadas artísticas e demais talentos tradicionalistas

24h: Extinção da Chama Crioula

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

frases de Martha Medeiros

"Sou uma mulher madura, que as vezes brinca de balanço. 
Sou uma criança insegura, que as vezes anda de salto alto."


"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."


"Desaprender para aprender. Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar"

Strip-Tease


Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.

Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.

Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".

Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."

Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".

Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".

Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca






Martha Medeiros

terça-feira, 26 de julho de 2011

felicidade...

Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário, existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo. Não procure querer conhecer seu futuro antes da hora, nem exagere em seu sofrimento, esperar é dar uma chance à vida para que ela coloque a pessoa certa em seu caminho.“A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem...” 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Programação do Concurso Regional:


8h – café da manhã
9h – prova escrita
10h – início da montagem da Mostra Folclórica
11h 30 – apresentação das Mostras e provas campeiras
13h – almoço
14h – abertura oficial
15h – provas artísticas
20h – jantar e apresentações artísticas
22h – homenagens, despedida da atual gestão e divulgação dos resultados

sexta-feira, 3 de junho de 2011

41ª Ciranda Cultural de Prendas

Há uma semana atrás, eu, a Yasmin e a sua mãe estávamos em Passo Fundo, vivendo momentos inesquecíveis: era a  41ª Ciranda Cultural de Prendas...
Todos os concursos de Prendas são inesquecíveis. Existe uma aura mágica que reveste este evento com um encanto inexplicável. Fica mais inexplicável ainda quando alguém muito próximo a nós está concorrendo.
Como diretora Cultural, não tive como não me envolver emocionalmente no concurso da Yasmin, já havia sido assim no concurso que o Lucas participou, mas desta vez teve um algo a mais: eu acompanhei a Yasmin desde o concurso da entidade!
Sei que mais pessoas se envolveram, e muito, nesse concurso, iniciando pelo musical. Imaginem um Patrão que dirige horas e horas, incansavelmente, e no fim ainda consegue manter o bom humor. Ainda por cima, ele era o gaiteiro... Um violonista que conhecemos a pouco tempo, mas que foi fundamental em todos os momentos! Zé Pedro e Andriego, um musical inesquecível. O par também foi esplêndido!  Sabemos a preocupação que o Xirú estava, mas ninguém duvidava da sua capacidade.
Não podemos esquecer, de maneira nenhuma, do Coordenador da 21ª RT, sempre preocupado em fazer o melhor!
Tem tantas outras pessoas... a Adriane e o Afrânio, a Tia Cristina, Seu Luiz Carlos e a Tia Daizi...
Mas quem realmente está de parabéns são os pais da Prendinha. Por ser 2ª Prenda Mirim da Região, ela ficou sabendo no final de fevereiro que poderia participar da fase estadual e se preparou em mais ou menos três meses. A apreensão no rosto da mãe era visível. Se não fosse o apoio dos pais, talvez, ela não tivesse chegado até lá.
Muitas coisas aconteceram, pilchas “concertadas” de última hora, pneu furado, nervosismo, mas no fim, tudo deu certo! O tão sonhado título não veio, mas a Yasmin provou que tem capacidade, e muita! Sabemos que tudo acontece na hora certa...
Yasmin... Estás de parabéns! Eu sinto muito orgulho de ti, de ser diretora cultural de uma Região que tem pessoas como o Xirú, o Dedéu, o Gaiteiro e um Coordenador que se preocupa tanto com as suas Prendas.
A família Raul Silveira de ter sido representada por ti nesse evento tão grandioso!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estrela Perdida

A serenata da lua

vem prateando nos varzedos
pro campo guardar segredo
das lágrimas de sereno
a noite, corpo moreno
tez que brilha ao clarão
nem um vento leva e quente
me acalanta o coração
Arrebenta minha alma
quietude de solidão
em frescas manhãs de calma
o mate puxa lembranças
sem saídas, nem andanças
só caseriando a pensar
mastigando esperanças
num talvez do seu voltar
De contar tantas estrelas
algumas nos olhos guardei
se lágrimas não brotaram
por dentro decerto chorei
Esperar é meu destino
soltando mágoas ao léu
vou sempre buscar no céu
tão rara silhueta crua
se és minha estrela nua
escondida no luzeiro
vais brotar pelo sender
em cada quarto de lua
De contar tantas estrelas...

Jairo Lambari Fernandes